domingo, 18 de março de 2018

Estudo



Faz bastante tempo que não faço esse tipo de desenho, meu primeiro portfólio era repleto de hiper-realismo em 2004 ou 2005 fiz um curso de hiper-realismo em lápis de cor e o professor só me deu duas aulas antes de sumir e deixar eu e mais 3 alunos sem o resto das instruções, felizmente tive a oportunidade de  aprender tudo que os meninos já haviam aprendido antes e me passaram.
Na época tínhamos uma dúvida cruel, que era quais cores seriam ideal para simular a pele humana. Perdi o contato dos meninos que realizaram o curso comigo mas anos depois quando encontrava um ou outro agente se perguntava e o tom de pele? conseguiu? porque ninguém chegou a ter essa aula, apenas com natureza morta. 
Enfim, nos meus estudos consegui chegar em um tom que se aproxima muito da pele humana tanto clara como escura as cores podem ser utilizadas para ambas.




Os lápis utilizados são aquareláveis nacional, e para trabalhar com eles os movimentos são circulares para as cores irem mesclando uma nas outras, outro detalhe que não pode ser negligenciado é o uso do preto, nunca mas nunca se utiliza preto, nesse estudo utilizei pelo simples fato de não trabalhar mais com papel, faz uns 4 anos que não risco uma folha de papel e meu intuito é não precisar utilizar, nesse caso o papel é um fundo de uma embalagem de cereal, ou seja, papel ruim, sem qualidade, não aguenta a fricção do lápis de cor e acaba rasgando e nesse caso é impossível mesclar tons de azul e marrom até chegar em um tom escuro.



Por quê não utilizar logo o preto? Porque tanto o preto como o branco retiram o brilho das outras cores, o preto "mata" as outras cores e fora que se você "pesar" a mão provavelmente é irreversível a tonalidade atingida, uma vez preto, já era, a não ser que você mescle com giz pastel, mas aí já viu, vira uma bagunça só, já o branco funciona como um esfuminho, no caso do papel cartão ou colorido ele funciona como uma espécie de base, muito útil para ressaltar o desenho.